lunes, noviembre 05, 2007

A Caixa Postal

*Alô. Ei, é Fada! Olha só, tô te ligando pra ti convidar pruma reunião aqui em casa...
**Te ligo mais tarde... isso é uma gravação, deixe seu recado após o bip!
Libélula! Continuo falando com a caixa postal!

miércoles, octubre 24, 2007

Munch


Um morcego. Ofuscado pela paz, o silêncio, a solidão e a melancolia do branco do retrato, abstrai-se da parte preta.





Feroz, finca seus dentes na casa, suga toda e qualquer energia.





Suícidio seguido de homicídio.





Afinal, quem é a vítima?



“sinto-me descolorida, preta e branca, busco o inacessível longe do meu lugar, sinto-me não originaria da região que habito, uma luz longínqua cega meus olhos. Existe um pote no fim do arco-íris? Relembro minha infância: tudo era mais simples, as cores mais suaves, os sons mais imagéticos, os perfumes mais coloridos. As cores a conduzem por túneis labirínticos, o azul do blues, o verde da praia, o vermelho do crime da paixão, o roxo da morte, o vazio branco, o luto de não falar com alguém que pareceu sublime.”

jueves, septiembre 20, 2007

Ser Simbólico

Quem é você?
.
.
O sorriso que te espera?
.
Os olhos que te espreitam?
.
O sulco das tuas veias?
.
.
.
O odor da vida?
.
O olor dos teus cabelos?
.
O som dos nossos gemidos?
.
.
.
O movimento de tuas ancas?
.
.
A energia?
.
O contato em tua pele?
.
Sou apenas a lembrança...
.
.
.
.
.
.
.
Do que deveria ser.

sábado, agosto 18, 2007


Após uma conversa sobre a mediocridade literária da maioria do curso de Letras da Ufma com Hugo, Cabelo de Milho, ele me deu este escrito:







- Hérika?



_ Oi!



- Quem é Hilda Hilst?



_Ãh??? Uma pedra no sapato!




lunes, agosto 06, 2007

Vontade de escrever até que tudo finde...
há tempos procuro um sorriso que
desperte em meu olhar


Intensos

Brilhos



A eternidade dos sentidos?
só sentimos quando presentes...
o verde do cinzeiro
trás-me a sensação que apagarei minha vida em segundos
a luz finda...


lacunas

escusas

preenchidas por momentos sublimes
de fantasias...

Medos subterrâneos emergindo



vazios
opacos

domingo, julio 29, 2007

Movimento



Move vento

Ventile minha dor

Mutile minha dor

Transporte seu prazer





para mim.



martes, julio 24, 2007

Os dois poemas abaixo são do Paulo Leminski.


lunes, julio 23, 2007



é atrás das mágoas
que esconde-se a vontade de viver.

jueves, julio 12, 2007

Diz a ciência que após a explosão
Tudo surgiu: Big Bang!
Vida, humanidade, linguagem
E depois?
Quando nada disso abarca
Tua existência...
Silêncio!?...

sábado, junio 30, 2007

"O propósito das palavras é transmitir idéias.
Quando as idéias forem compreendidas, as palavras se esquecem.
Onde posso encontrar um homem que tenha esquecido as palavras?
Com esse gostaria de falar".
Chuang - Tzu

martes, junio 19, 2007

Tereeeeezaaaaaa!!!!


A pancada que atingira sua vaidade, sua integridade, sua verdade fora tão intensa quanto a visão reluzente do brasão da família e os gestos demonstrados por aquele que pegara em sua mão e preenchera os buracos de sua casa com sons e olores harmoniosos.

Quando Tereza abriu os olhos estava dentro de um grande túnel cheio de lodo, intrigas, lama, mentiras; pálida estava sua tez branca, assustados e nervosos seus belos olhos castanhos, ao tentar tocar seus cachos, não os encontrou.

O ardil penetrara em seu juízo empalidecendo sua verve. Aninhara espinhos em seu seio e ao feri-la com hediondos perjúrios, sua decência fora confrontada.

Ouvia ao longe uma nênia que a fez estremecer - "Preciso sair daqui" - Levantou-se e tateando as paredes úmidas do túnel, Tereza procurava a saída. O lugar lhe afligia e lhe causava calafrios, nem tanto pela solidão, mais pelos pérfidos sussuros, pelas gargalhadas macabras, pelos impios gritos, além daquela fúnebre canção.

Sua cabeça doía muito, sentia sua existência coagulada; quando seus olhos se acostumaram com a escuridão viu um feixe radiante de luz que ofuscou sua visão e antes que se esvaisse, completamente, dentro daquela escuridão, caminhou naquela direção.

Viu um vagalume, a alvorada chegava, seu vigor renascia.

Quando olhou para trás, viu o túnel desmoronar e fechar-se. Pegou um pedaço do brasão, era amarelo.

Respirou profundamente e em seu fastio lembrou-se de quem era e que sua pequena casa a esperava para colorir sua solidão.

TEREZA! Esse era o único nome que, realmente, deveria lembrar.

viernes, abril 27, 2007

Para hérika sofrendo

Sofro da síndrome mais que líquida das águas
O véu que me tece o corpo
É essa
finúscula
veia
lágrima
Sal dentro de mim e no oceano
Sal e um verme tão pequeno
que me rói o pano...
Minha musa extra-gênero, Jorgena Braga.

martes, abril 24, 2007



Meus ombros encolheram-se

Como se o mundo tivesse arqueado sobre eles.

Meus verdes olhos, um dia tão sedentos de alegria,

Cairam mais um pouco nas profundezas de um abismo sem fim.

E meu sorriso, sempre tão alegre transformou-se num suspiro...


domingo, abril 08, 2007

Nasci(e)mento(e)

A bagunça da casa reflete a confusão de sua mente.
Mente para si.

Sente-se uma Idiota lendo Dostoieviski no banheiro.
Solitude solitária preenchida pelo Chico´s Discos
amelie, encontros, almodovar, desencontros, laura

A carne tremula

Ela aparece
É amarela
um mundo de metáforas meninas.

Cansa-se.

Páginas envelhecidas
poetas contemporâneos.

Ariano(s) comemoram hoje
Palmers para ele(s).

Acreditas no ser humano?
Quem responderá?

jueves, abril 05, 2007



Odeio
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

veio um golfinho do meio do mar roxo
veio sorrindo pra mim
hoje o sol veio vermelho como um rosto
vênus, diamante, jasmimveio enfim o e-mail de alguém
veio a maior cornucópia de mulheres
todas mucosas pra mimo mar se abriu pelo meio dos prazeres
dunas de ouro e marfim
foi assim, é assim, mas assim é demais também
odeio você, odeio você, odeio você
odeio
veio um garoto do arraial do cabo
belo como um serafim
forte e feliz feito um deus, feito um diabo
veio dizendo que sim
só eu, velho, sou feio e ninguém
veio e não veio quem eu desejariase dependesse de mim
são paulo em cheio nas luzes da bahia
tudo de bom e ruim
era o fim, é o fim, mas o fim é demais também
odeio você, odeio você, odeio você
odeio

Cinzas (1894) - Munch


"(...)Chove ouro baço, mas não no lá-fora... É em mim... Sou a Hora,
E a Hora é de assombros e toda ela escombros dela...
Na minha atenção há uma viúva pobre que nunca chora...
No meu céu interior nunca houve uma única estrela...

Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca chegar a um porto...
A chuva miúda é vazia... A Hora sabe a ter sido...
Não haver qualquer cousa como leitos para as naus!... Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem sentido...

Todas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Minhas ânsias todas talhadas num mármore que não há,
Não é alegria nem dor esta dor com que me alegro,
E a minha bondade inversa não é nem boa nem má...

Os feixas dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Os pendões das vitórias medievais nem chegaram às cruzadas...
Puseram in-fólios úteis entre as pedras das barricadas...
E a erva cresceu nas vias férreas com viços daninhos... (...)

Trecho do Poema Hora Absurda - Fernando Pessoa

lunes, abril 02, 2007



Subitamente, revelo-me a complacência do ser
Mentes pertubadas,
Buscando, buscando, buscando
O Nada.