viernes, abril 27, 2007
Para hérika sofrendo
martes, abril 24, 2007
domingo, abril 08, 2007
Nasci(e)mento(e)
Mente para si.
Sente-se uma Idiota lendo Dostoieviski no banheiro.
Solitude solitária preenchida pelo Chico´s Discos
amelie, encontros, almodovar, desencontros, laura
A carne tremula
Ela aparece
É amarela
um mundo de metáforas meninas.
Cansa-se.
Páginas envelhecidas
poetas contemporâneos.
Ariano(s) comemoram hoje
Palmers para ele(s).
Acreditas no ser humano?
Quem responderá?
jueves, abril 05, 2007

Odeio
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
veio um golfinho do meio do mar roxo
Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca chegar a um porto...
Todas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Os feixas dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Trecho do Poema Hora Absurda - Fernando Pessoa
martes, marzo 27, 2007
lunes, marzo 19, 2007
MunchA rua dos cataventos
domingo, marzo 11, 2007
domingo, febrero 04, 2007
martes, enero 23, 2007
Balthus e Noite Severina
"Corre calma Severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos a sua maneira
Cada ser tem sonhos a sua maneira
Corre alta Severina noite
No ronco da cidade uma janela assim acesa
Eu respiro seu desejo
Chama no pavio da lamparina
Sombra no lençol que tateia a pele fina
Sombra no lençol que tateia a pele fina
Ali tão sempre perto e não me vendo
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
Teus olhos se movendo sem se abrir
Ali tão certo e justo e só te sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir
Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar "
viernes, enero 19, 2007
Minha Doce Manu
lunes, enero 15, 2007
sábado, enero 13, 2007

Marino Pinto e Paulo Soledade
Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor
Passaram anos muitos anos
Ela no céu ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pôde com ela encontrar
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém pode até hoje afirmar
O que é de verdade é que depois
Muito depois
Apareceu a estrela do mar.
Duas pessoas queridíssimas apresentarem-me esta música na última segunda feira, dia 8/01/2007, lá na Praia Grande no show da Tiquira Blues. Foi emocionante. Beto chorou, Cris arrepiou-se, me emocionei mais por eles do que pela música lindíssima.
Para vocês queridos Beto e Cris.
Grande beijo, vocês estão guardados.
lunes, enero 08, 2007
Lascívia

Era muito vago em sua mente a primeira vez que Fada o viu, recordou-se deste dia por palavras vindas dele mesmo. Ela não tinha certeza se havia sido daquela forma. Philotes estava presente. Confirmara. Mas, para Fada fora um dia esquecido em tantos outros.
Lembra-se da primeira vez que ouviu sua voz... um forte desejo soou em seu corpo. Teve vontade de devorá-lo. Fada o observou. Era lascívio.
O olhar de Erebos penetrava suas entranhas. Imaginava como seria ser possuída por ele: fúria lascívia de satisfação do desejo e Fada excitava-se com esses pensamentos libidinosos, enquanto o observava seu desejo aumentava, ela queria entregar-se àquele ser sombrio que causava tantas sensações luxuriosas.
Fada se retraía, algo nele a temia, ela não sabia distinguir o que era, e ao mesmo tempo que queria que ele a consumisse, ela o queria distante, que nunca a tocasse.
Não entendia, ora a face sombria de Erebos a repelia, com seu jeito de parar e ficar sozinho no meio da multidão, seu silêncio sepulcral e ora a atraía, pois curiosa ela devoraria sua mente, degustaria suas idéias, consumiriam-se em seus olhares. Ele a temia.
A antítese dos desejos os distanciava, não era tempo de aproximações, era muito escuro ao lado de Erebos e Fada precisava de luz, de certezas e ele, ainda, não permitia que elas resplandecessem em todo seu corpo, a não ser quando entregava-se a lânguidos desejos noturnos ou quando as notas musicais o invadiam.
Mas, em certas noites de lua cheia em que as incertezas desaparecem e o rosto de Erebos ilumina-se, sem pensar em seus temores, se entregam, se consomem, se devoram, se permitem, gozam e acabam por descobrir que ela odeia bolos e ele adora biscoitos. Ele é a própria utopia, ela a certeza (de que nada é como gostaríamos). Eram livres. Combinavam nisso... e no atrito da cama.
Eles se temiam.
viernes, diciembre 29, 2006
domingo, diciembre 24, 2006

Eu que um dia quis saber
Quem sou
Nada mais quero de mim
Eu que me pretendi repleto
Hoje amanheço incompleto de mim
Eu que vivi em refúgios
Hoje refugo remelas de dores e álcool
Eu que me declarei ao nada
Busco ser esquecido
Eu que procuro por mim minha vida inteira
Me faço metade
Inconstante
De coisas em caixa de brinquedo de criança.
domingo, diciembre 17, 2006

Manchada de tinto seco, Gertrudes sublimava as conversas fúteis e inúteis, não tinha paciência com figuras sedentas de verdes valores.
Mesmo manchada de tinto seco naquele ambiente burguês, loiro, liso e escorrido, Gertrudes tentava se divertir ouvindo as conversas sobre o mais lindo modelo de celular com 2 gigas de memória. Passava gelo em sua roupa para evitar manchas que a macularia(m).
O jantar acabou e Gertrudes um pouco mais seca, respingada de carmim é esquecida na porta, afinal o verde para Gertrudes é, principalmente, a cor que sai do seu sorriso noturno.
Suaves lágrima emudecemram seu olhar. Percebeu que ali seus sorrisos, suas convicções eram banais; loucura, silêncio, Antonioni, Freud, Foucault, filosófos, Poinê, Eumônia, Caos, valores coloridos, Lacan, Praia Grande, tambor, Arthur Bispo do Rosário, estética, poética, Philotes, a Fada, um artista, a Menina das Metáforas Amarelas, cada menino, cada menina, que tudo, tudo isso não servia naquele lugar.


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