sábado, agosto 18, 2007
lunes, agosto 06, 2007
Vontade de escrever até que tudo finde... há tempos procuro um sorriso que
desperte em meu olhar
Intensos
Brilhos
A eternidade dos sentidos?
só sentimos quando presentes...
o verde do cinzeiro
trás-me a sensação que apagarei minha vida em segundos
a luz finda...
lacunas
escusas
preenchidas por momentos sublimes
de fantasias...
Medos subterrâneos emergindo
vazios
opacos
domingo, julio 29, 2007
jueves, julio 12, 2007
sábado, junio 30, 2007
martes, junio 19, 2007
Tereeeeezaaaaaa!!!!

A pancada que atingira sua vaidade, sua integridade, sua verdade fora tão intensa quanto a visão reluzente do brasão da família e os gestos demonstrados por aquele que pegara em sua mão e preenchera os buracos de sua casa com sons e olores harmoniosos.
Quando Tereza abriu os olhos estava dentro de um grande túnel cheio de lodo, intrigas, lama, mentiras; pálida estava sua tez branca, assustados e nervosos seus belos olhos castanhos, ao tentar tocar seus cachos, não os encontrou.
O ardil penetrara em seu juízo empalidecendo sua verve. Aninhara espinhos em seu seio e ao feri-la com hediondos perjúrios, sua decência fora confrontada.
Ouvia ao longe uma nênia que a fez estremecer - "Preciso sair daqui" - Levantou-se e tateando as paredes úmidas do túnel, Tereza procurava a saída. O lugar lhe afligia e lhe causava calafrios, nem tanto pela solidão, mais pelos pérfidos sussuros, pelas gargalhadas macabras, pelos impios gritos, além daquela fúnebre canção.
Sua cabeça doía muito, sentia sua existência coagulada; quando seus olhos se acostumaram com a escuridão viu um feixe radiante de luz que ofuscou sua visão e antes que se esvaisse, completamente, dentro daquela escuridão, caminhou naquela direção.
Viu um vagalume, a alvorada chegava, seu vigor renascia.
Quando olhou para trás, viu o túnel desmoronar e fechar-se. Pegou um pedaço do brasão, era amarelo.
Respirou profundamente e em seu fastio lembrou-se de quem era e que sua pequena casa a esperava para colorir sua solidão.
TEREZA! Esse era o único nome que, realmente, deveria lembrar.
viernes, abril 27, 2007
Para hérika sofrendo
Sofro da síndrome mais que líquida das águas
O véu que me tece o corpo
É essa
finúscula
veia
lágrima
Sal dentro de mim e no oceano
Sal e um verme tão pequeno
que me rói o pano...
Minha musa extra-gênero, Jorgena Braga.
martes, abril 24, 2007
domingo, abril 08, 2007
Nasci(e)mento(e)
A bagunça da casa reflete a confusão de sua mente.
Mente para si.
Sente-se uma Idiota lendo Dostoieviski no banheiro.
Solitude solitária preenchida pelo Chico´s Discos
amelie, encontros, almodovar, desencontros, laura
A carne tremula
Ela aparece
É amarela
um mundo de metáforas meninas.
Cansa-se.
Páginas envelhecidas
poetas contemporâneos.
Ariano(s) comemoram hoje
Palmers para ele(s).
Acreditas no ser humano?
Quem responderá?
Mente para si.
Sente-se uma Idiota lendo Dostoieviski no banheiro.
Solitude solitária preenchida pelo Chico´s Discos
amelie, encontros, almodovar, desencontros, laura
A carne tremula
Ela aparece
É amarela
um mundo de metáforas meninas.
Cansa-se.
Páginas envelhecidas
poetas contemporâneos.
Ariano(s) comemoram hoje
Palmers para ele(s).
Acreditas no ser humano?
Quem responderá?
jueves, abril 05, 2007

Odeio
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
veio um golfinho do meio do mar roxo
veio sorrindo pra mim
hoje o sol veio vermelho como um rosto
vênus, diamante, jasmimveio enfim o e-mail de alguém
veio a maior cornucópia de mulheres
todas mucosas pra mimo mar se abriu pelo meio dos prazeres
dunas de ouro e marfim
foi assim, é assim, mas assim é demais também
odeio você, odeio você, odeio você
odeio
veio um garoto do arraial do cabo
belo como um serafim
forte e feliz feito um deus, feito um diabo
veio dizendo que sim
só eu, velho, sou feio e ninguém
veio e não veio quem eu desejariase dependesse de mim
são paulo em cheio nas luzes da bahia
tudo de bom e ruim
era o fim, é o fim, mas o fim é demais também
odeio você, odeio você, odeio você
odeio
E a Hora é de assombros e toda ela escombros dela...
Na minha atenção há uma viúva pobre que nunca chora...
No meu céu interior nunca houve uma única estrela...
Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca chegar a um porto...
Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca chegar a um porto...
A chuva miúda é vazia... A Hora sabe a ter sido...
Não haver qualquer cousa como leitos para as naus!... Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem sentido...
Todas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Todas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Minhas ânsias todas talhadas num mármore que não há,
Não é alegria nem dor esta dor com que me alegro,
E a minha bondade inversa não é nem boa nem má...
Os feixas dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Os feixas dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Os pendões das vitórias medievais nem chegaram às cruzadas...
Puseram in-fólios úteis entre as pedras das barricadas...
E a erva cresceu nas vias férreas com viços daninhos... (...)
Trecho do Poema Hora Absurda - Fernando Pessoa
Trecho do Poema Hora Absurda - Fernando Pessoa
martes, marzo 27, 2007
lunes, marzo 19, 2007
MunchA rua dos cataventos
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mário Quintana
domingo, marzo 11, 2007
domingo, febrero 04, 2007
Contrariando sua apatia, naquele domingo, Teraza acordara com seu corpo tomado pelo desejo. Não queria ficar trancada dentro de casa alimentando-se de suas misérias, gostaria de encontrar-se, ressurgir de dentro dos buracos de sua pequena casa.
Encaminhou-se sozinha e deslubrante, com sua brancas omoplatas a mostra, um bar, iludindo-se que seria feliz.
A euforia era revelada em cada cena, em cada instante que seus olhos cor de âmbar fotografavam. Queria dançar, sentir, consumir-se naquela alegria. Sentia que outra mulher tomava conta do seu corpo.
O som do tambor de crioula hipnotizou-a, a dança circular das coreiras teve o supreendente poder de fazer com que parasse de racionalizar.
Neste momento não se reconhecia, outra havia tomado seu corpo.
Os flashes ficavam mais rápidos ao ritmo do tambor.
Sua tez alva e suas profundas olheiras necessitavam de toques que eriçariam seus longos cabelos castanhos-claro e luminaria toda a extensão do seu corpo.
Mais e mais e mais rápidos...
A umidade de suas entranhas diluia a imagem sisuda de Tereza.
Silencia o corpo de Tereza.
Após uma noite com um (quase) desconhecido Tereza com suas mãos magras e dedos alongados, seu retilíneo nariz que lhe dava um ar superior voltara preferir sua solidão, voltara preferir ser uma toupeira acima do chão.
Deitada em sua cama percebeu o que havia entre sua sedenta vontade de fonemas e o inviolável silêncio que pairava em seu retrato preto e branco: lembranças.
Superioridade dolorida.
Suscribirse a:
Entradas (Atom)







-+Munch.jpg)


